Aceita um cafezinho?

Degustamos a linha gourmet de cafés Santa Monica

Andrea Vicente Nonato - Publicado em 09/04/2018, às 17h10

 

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Quadro negro da cafeteria Blenz Café CGD Corporate Towers: um charme.

Quem não gosta de um cafezinho fresquinho logo pela manhã, não é mesmo? É paixão nacional! Tem o coado simples, o expresso, o com leite, o famoso pingado... Para saber mais sobre a bebida mais produzida e consumida no mundo, conversamos com a barista Eliane Correia, do Blenz Café CGD Corporate Towers, na Barra Funda. 

 

"O barista simples, o profissional que geralmente encontramos nas cafeterias, é responsável pela moagem e compactação do pó no filtro. Ele deve ter destreza para que o processo dure de 20 a 25 segundos. Se esse tempo for ultrapassado, o sabor fica comprometido em razão da oxidação. O bom barista deve ter percepção da máquina e do produto."

Ela fala ainda da importância da temperatura da água e da xícara, que devem ser adequadas. Esse profissional deve conhecer todos os tipos de café e suas receitas com padronagens internacionais, além dos sabores, é claro.

Os dois tipos de grãos usados na produção de cafés são Arábica e Robusta. O Arábica, de maior qualidade, possui 50% menos cafeína, mas é o tipo ideal na produção de bebidas gourmet. A altitude no local do cultivo faz a diferença: quanto mais alto, melhor. É plantado a 1.200 metros de altitude.

O Robusta apresenta mais cafeína, sendo o preferido de quem gosta de um café de sabor mais forte e gosto mais amargo. A planta se desenvolve bem em regiões quentes e úmidas, com altitudes de até 600 metros.

Na esteira dessa linha de cafés nobres, experimentamos os seguintes blends em cápsulas (que são compatíveis com a máquina Nespresso): Intenso, Descafeinado e Gourmet, sendo um desses orgânico. São produzidos na fazenda Santa Monica, sul de Minas Gerais, com altitude de 1000 metros acima do nível do mar.

 

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Utilizamos uma máquina Nespresso para saborear os blends Santa Monica

ANALISANDO AS CARACTERÍSTICAS DO PRETINHO:

Corpo:

É a sensação na boca. Pode ser leve, médio ou encorpado. Quanto mais "pesado", maior o corpo, quanto mais "delicado", menor o corpo. As torras mais escuras produzem um café mais encorpado.

Acidez: 

É a sensação na parte lateral da língua. O que influencia é o ponto da torra, quanto mais escura, menor será a acidez. Se for mais clara, mais acentuada será sua acidez. Grãos colhidos verdes ou com defeito trazem um sabor mais "azedo", o que não é desejável em um café gourmet.

Doçura:

É na ponta da língua que se sente. Cafés gourmets trazem um café com doçura mais acentuada, permitindo que sejam consumidos sem adição de açúcar.

Amargor:

A sensação é no meio da língua e na garganta, produzida pela cafeína. Torras mais escuras produzem um café de forte amargor. Cafés gourmets são equilibrados nesse quesito.

 

 

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Linha Gourmet Santa Monica

A Santa Monica utiliza grãos tipo Arábica na composição dos cafés e percebemos, de cara, a qualidade da bebida. São todos de sabores muito suaves, notadamente com pouco amargor. Não se percebe o gosto residual do café após experimentá-lo.

Os de sabor mais acentuado (amargor) são do tipo Intenso e Descafeinado. E os com maior dulçor, os do tipo Gourmet (orgânico, inclusive). Todos eles apresentaram pouca acidez, notando-se o frescor da bebida.

Vale o show? Sim. Todo o show: investir na máquina e nas cápsulas de qualidade. Até porque, o custo das máquinas tipo "Nespresso" já estão bem mais acessíveis e há diversas máquinas equivalentes com preços bem razoáveis. Além disso, o custo das cápsulas é baixo (na faixa de R$ 1,00 a unidade).

Nada mais gostoso que se reunir com amigos e apreciar um bom café!

Agora que você conhece as caracteristicas, bom cafezinho!


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